O PERIGO DA AMIZADE COM O MUNDO
O Senhor Jesus nos advertiu
que no fim dos tempos devido ao aumento da maldade o amor de muitos se esfriaria
(Mateus 24:12). Vivemos no tempo em que é visível o cumprimento destas
palavras. A maldade se espalha no mundo, a apostasia consome muitos cristãos e
cada vez mais podemos entender que “muitos
são chamados, mas poucos são escolhidos”. Vemos a cada dia o mundo
“invadindo” a igreja com influência de posturas, vestes, gostos e até
princípios. Há uma relativização de conceitos e uma maior relevância à
aceitação social do que à aceitação divina. As pessoas acabam esquecendo de que
mais vale agradar (obedecer) a Deus do que aos homens (Atos 5:29).
A obediência aos princípios
do Senhor é algo duramente atacado pela cultura secular, a qual tenta a todo
custo afastar o homem de Deus (movida pelo anti-cristo). Por outro lado podemos
aprender amplamente na Palavra que a obediência é mais valorizada por Deus que os
sacrifícios (1 Samuel 15:22) e ser obediente aos mandamentos do Senhor é
sinônimo de amá-lo (João 14:15) e de ter comunhão com Ele (João 14:23). Todos
que foram chamados a ter uma vida com o Senhor, aqueles que foram salvos por
Ele, precisam compreender e estar dispostos a viver em obediência à sua
palavra. Jesus foi claro quanto a isto quando enviou seus discípulos a anunciar
as boas novas do Reino, Ele disse: “ensinem
a obedecer tudo que ordenei a vocês e eu estarei com vocês todos os dias” (Mateus
28:18-20).
Vejam que revelação
maravilhosa: quem vive em obediência aos mandamentos tem o Senhor sempre perto,
e mais, o Senhor habita nele! O Senhor também disse que apenas entrariam no
Reino dos céus aqueles que fazem a vontade do Pai que está nos céus (Mateus
7:21). Lembremo-nos ainda que não vale viver ouvindo a palavra se não a praticamos.
Isto é um terrível engano (Tiago 1:22) pois a vontade do Pai é que vivamos na
prática de Sua palavra, obedecendo aos Seus mandamentos.
Porém, vemos essas verdades
esquecidas e muitos trilhando um caminho que os levará, infelizmente, à
perdição. Vemos hoje uma igreja influenciada pelo mundo e os vínculos de
amizade podem ser vistos como uma grande fonte e meio desta influência. É por
isso que as Escrituras tem o cuidado de manter um “raio de distância” do
cristão com o mundo. Vemos isto já no Antigo Testamento, onde aprendemos que a
felicidade do crente está em ter comunhão com Deus ao invés de tê-la com
pessoas ímpias (Salmos 1:1). O Justo é satisfeito por estar na presença de Deus
e não pela companhia daqueles que cometem o mal.
Somos advertidos que por
mais atraentes que pareçam as práticas ou o modo de vida dos ímpios, jamais
devemos desejar ser iguais a eles ou desfrutar de sua companhia, pois os seus
desejos íntimos são maus e o que eles fazem ferem a santidade do Senhor (Provérbios
24:1). Mas por que tanto cuidado? Porque o Senhor, nosso Pai, quer o
melhor para os seus filhos. Ele conhece nossos corações, Ele sabe que o coração
do homem é enganoso, mau e inclinado para o pecado (Gênesis 8:21). O que o
Cristão deve fazer é se purificar através da palavra, se conformando à forma de
pensar do seu Deus, saindo da “forma” do mundo (Romanos 12:2). O Senhor conhece
a natureza humana e sabe como somos altamente influenciáveis (veja o exemplo de
Adão e Eva e a história da corrupção de Israel no A.T.). É por isso que somos
advertidos que quem anda com pecadores, ímpio se torna, afinal “as más companhias corrompem os bons costumes”
(1 Coríntios 15:33).
O Senhor nos resgatou da
nossa vã maneira de viver e nos deu o seu Espírito, o qual nos santifica, para
que sejamos Sua propriedade exclusiva. Portanto, Ele quer que sejamos santos
como Ele é santo e nos revela que a amizade com o mundo é inimizade com Ele
(Tiago 4:4-5). É por isso que o cristão de maneira alguma pode se assemelhar ao
mundo ou dar maior valor às coisas mundanas do que àquilo que é eterno. Se
amamos o mundo, não amamos a Deus (1 João 2:15-17). Ora, pois tudo o que há no mundo: as paixões da carne, a cobiça
dos olhos e a ostentação dos bens não provém do Pai, mas do mundo e o mundo passa, assim como sua volúpia;
entretanto, aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
A partir do momento no qual
nos tornamos filhos de Deus passamos a ser diferentes, a ser santuário do Deus
vivo e membros de uma cultura celestial. Nesse sentido, precisamos ser puros,
não podemos nos contaminar com o que é impuro. Como pode haver comunhão entre a
luz e as trevas? Como pode andar junto o bem e o mal? Se nos separamos do
que é impuro e nos santificamos, assim somos feitos filhos do Senhor (2
Coríntios 6:14-18). Não podemos ser cúmplices das obras infrutíferas das trevas
ou ser companheiros daqueles que odeiam ao Deus verdadeiro e aos seus
princípios e ainda dizer que somo dEle.
Há muitas advertências na Bíblia
quanto aos riscos inerentes às amizades com o mundo. É explicito que causa
danos à vida do cristão, ao passo que é também demonstrado os benefícios de se
separar, santificar e se dedicar plenamente ao Senhor. O Cristão precisa buscar
a presença do Senhor e estar na companhia daqueles que o servem com o coração
puro (2 Timóteo 2:22), pois, o Senhor adverte: “quem anda com sábios se torna mais sábio, porém quem anda com tolos acabará mal” (Provérbios 13:20). Ignorar
tudo isso é escolher viver em desobediência aos mandamentos de Deus e pôr em
risco sua própria santidade e salvação.
MAS
O QUE É AMIZADE? QUAL O CONCEITO VERDADEIRO DE COMUNHÃO?
A
amizade é um sentimento de afeição, apreço, admiração, simpatia,
companheirismo, que requer aceitação mútua. Já Comunhão é a harmonia de
sentimentos, pensamentos e ações. É a união entre partes que estão seguindo o
mesmo caminho ou desenvolvendo algo comum. Estes são conceitos que se
assemelham e se complementam. Nosso Senhor Jesus chamou os Apóstolos de amigos
pois tudo o que Ele havia recebido do Pai compartilhara com eles (João 15:15). É
evidente que um crente não tem como compartilhar este tipo de apreço por
mundanos e tampouco pelo sistema do mundo. Uma observação muito superficial já
é suficiente para entender que os interesses de quem é espiritual divergem
muito de quem é carnal (leia Gálatas 5:16-22).
Isto
não significa que não devemos ser amigáveis, amorosos, servos ou gentis para
com todos. Pelo contrário, devemos ser amigáveis e sociáveis. Ser santo não é
se sentir melhor do que os outros, mas sim servo dos outros e representante de Deus para os outros. Lembremos
que Jesus esteve com Publicanos e Meretrizes pois um médico precisa ir ao
encontro dos doentes para curá-los. Ora, como levaremos as boas novas se nos
isolarmos dos perdidos? Por outro lado, devemos discernir o que é uma relação
de trabalho ou familiar de “uma fraternidade”. Os relacionamentos que
desenvolvo têm a finalidade de salvar os perdidos ou de me igualar a eles? Eu
tenho compartilhado a luz ou tenho permitido que os ímpios compartilhem as
trevas comigo? Devemos ser muito sábios e cautelosos quanto a isto. Jesus não
era cúmplice dos pecadores, era o Salvador deles, Ele limitava bem o que
falava, ouvia, via e fazia com eles. E é por isso que sua pregação tinha tanto
impacto, pois Ele pregava o que vivia e as pessoas sabiam disto.
Outro cuidado que devemos ter é com os
vínculos que temos dentro da própria Igreja. Nem todos os irmãos, infelizmente, são boas companhias. Estar
reunindo na mesma congregação que a nossa não garante que sejam luz. Há
discípulos e há meros membros dentro de uma mesma Comunidade de fé. Há pessoas
não convertidas, rebeldes e pessoas que até de forma oculta vivem na prática de
pecados, embora confessem ser cristãos como você. Os relacionamentos que
devemos buscar são aqueles que nos levam para mais perto do Senhor, que nos
estimulam a uma vida de maior santidade e comunhão com o Pai.
COMO ENCONTRAR BOAS COMPANHIAS?
As pessoas que estão cheias do Espirito Santo
estão transbordando daquilo que é espiritual e puro, estes estão naturalmente
trazendo edificação para a vida dos irmãos e são envolvidos com a obra do
Reino. Busque perceber quem são estes na Igreja e se esforce para se manter
perto.
CONCLUSÃO
Assim, precisamos ter sabedoria ao
escolher as amizades e com quem temos comunhão. Precisamos ser prudentes e
firmes em nossos princípios, pois o que mais vale para nós é permanecer no
agrado de nosso Deus e Pai, aquele que entregou Seu filho por nós e nos
resgatou para vivermos em santidade em Sua presença eternamente. Amém!
E que consenso tem o templo de Deus com
os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles
habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo,
E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e
filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:16-18
